Teambuildings em equipas remotas

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Teambuildings em equipas remotas

O aumento do trabalho remoto e do número de equipas distantes fisicamente tem sido uma resposta direta às dores do local de trabalho moderno. Algumas empresas têm optado por disponibilizar benefícios relacionados com “escritórios extravagantes”, mas que acabam muitas vezes por não compensar aquilo que os colaboradores neste momento mais ambicionam: flexibilidade.

Com a implementação forçada de períodos de quarentena e do “trabalho a partir de casa” resultantes do COVID-19, milhares de trabalhadores e equipas têm agora de se adaptar a uma realidade diferente e em muitos casos desconhecida. Uma grande parte da dinâmica corporativa “normal” está a ser afetada [eventos, reuniões, formação, teambuilding… tudo mais circunscrito, com menos pessoas, se possível feito à distância, ou no limite a ser adiado].

Se é certo que alguns colaboradores vão ser mais produtivos, sabe-se também que para outros será difícil, por falta de meios, espaço físico adequado, iliteracia tecnológica, solidão. A questão incontornável é que, independentemente do local, a exigência vai manter-se: As empresas vão continuar a exigir que as equipas planeiem, executem e comuniquem de forma eficaz e que os líderes se empenhem no desenvolvimento, feedback e inspiração dos seus colaboradores.

O foco vira-se então para este novo desafio: Como é que continuamos a desenvolver equipas e lideranças, mas agora remotamente, depois de termos adiado 5.000 formações presenciais previstas entre Março e Abril?

Há soluções robustas no mercado de e-learning para o desenvolvimento individual, mas onde estão as soluções para fazer “teambuildings remotos”… será que há? Claro que sim, vejamos alguns exemplos.

É do relacionamento entre os membros da equipa que se cria a verdadeira cultura da empresa, e não tê-los em contato pessoalmente é um dos principais desafios das equipas remotas. Atividades com o Remote Team Challenge ou um LARP Temático [Live action role playing] são extraordinárias para fazer viver os valores e a cultura da empresa e podem ser implementadas já, se temas como o sentimento de pertença for um desafio actual.

Existem muitos aplicativos e ferramentas de mensagens e vídeo, mas nenhuma fornece o nível de comunicação que as pessoas experimentam enquanto estão sentadas na mesma sala ou compartilhando uma pausa para o café. Por essa via, compreende-se que a comunicação é outro dos desafios de equipas remotas. Um Bomb Squad virtual ou o Video Cartoon Network são exercícios fabulosos que amplificam as competências de comunicação das equipas, sem exigir que estejam todos no mesmo espaço.

O trabalho remoto é também associado com o tema da “solidão” e do “trabalhar sozinho”. Por essa via, é normal que outro dos desafios seja o desenvolvimento de competências relevantes para o trabalho em equipa. O “Envelope Escape Room” e a “Caça ao tesouro Online” são apenas duas das soluções que desenvolvem competências como o planeamento, articulação, criatividade e capacidade para resolução de problemas em equipa e que estão disponíveis para as organizações.

Na prática, gerir equipas virtuais tem muito que se lhe diga. Trata-se de dominar as complexidades dos relacionamentos profissionais remotos e garantir que se melhora o quão bem as equipas colaboram. Para isso, soluções customizadas para aprendizagem em equipa [feedback à distância, co-construção de objetivos, co-development, brainstorming, comunicação em equipa, etc] são ainda mais importantes de dominar hoje em dia… e são desenhadas de acordo com as necessidades atuais.

Estas e outras soluções permitem que as empresas respondam de forma igualmente eficaz aos desafios de desenvolvimento das equipas, mesmo com as restrições atualmente vigentes. A necessidade de crescimento constante é uma realidade incontornável das organizações, e não deve ser colocada em “stand-by” por medidas de contenção que são impostas hoje… ou no futuro.

Artigo para INFORH, escrito por Luís Rosário Partner da Immersis.