A importância de continuar a sentir-se parte da equipa

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A importância de continuar a sentir-se parte da equipa

“São uma verdadeira equipa”… ouve-se esporadicamente nos corredores das empresas, nos espetáculos musicais ou desportivos, em instituições militares ou de proteção civil, em hospitais. A capacidade de algumas equipas de alta performance que mais do que “estarem juntas” conseguem “ser juntas” é um dos principais fatores distintivos de desempenho.

Este estadio de desenvolvimento implica muito mais do que uma proximidade física quotidiana… exige um desenvolvimento de rituais, uma profundidade de conexões e conhecimento robusto das forças e vulnerabilidades de cada um, tudo suportado por uma confiança entre todos quase inabalável.

Se já era difícil no contexto normal, o cenário atual implica um desafio ainda maior a líderes de equipas, dado que a empresa continua a exigir resultados… e os colaboradores aspiram por suporte ao desenvolvimento. Estaremos próximos de algo quase impossível de atingir ou pode ser possível perdurar o efeito de identidade coletiva destas equipas?

Sugerimos que se inspire em mitos do passado. Pense na história do Rei Artur e dos Cavaleiros da Távola Redonda. Uma lenda de união nas diferenças, uma busca pela manutenção da harmonia e de mobilização enquanto grupo com a energia necessária para mudar e reverter realidades adversas.

Para que as equipas de hoje consigam verdadeiras proezas, é necessário serem frequentemente estimuladas e fortalecidas, e mesmo neste contexto atual de pandemia é possível fazê-lo com eficácia.

Uma das dinâmicas que mais força tem para manter ou criar fortes relações é fazer conexões remotas com um propósito apenas de fazer algo em conjunto… mas que tenha uma componente sobretudo fun e que puxe pela autenticidade e criatividade dos membros da equipa.

Adicionalmente, é importante compreender que a distância social é compatível com algumas dinâmicas presenciais. É possível, com certos cuidados, promover a presença de equipas no mesmo espaço – imagine que a sua equipa se junta em torno de uma távola redonda de grandes dimensões, fazendo uma reunião de equipa com vestes de cavaleiros e cavaleiras dos tempos medievais que recebeu previamente em casa? Não só é exequível como será memorável.

Promover o coaching [autonomo ou guiado] entre membros de equipa, exercícios de codevelopment ou aceleração de competências específicas [por exemplo comunicação] também farão a diferença, sobretudo se for interessante apostar em algumas duplas ou triplas que necessitam de reforçar performance.
É importante reforçar que os líderes devem aproveitar o constrangimento atual para incentivo no foco no essencial e na transferência dos ensinamentos que esta situação trouxe a todos, de modo a que se incorporem novas rotinas e se aprofundem relações nas equipas.

Mais do que nunca, é importante encontrar momentos e soluções para ligar as equipas. Empresas com todos os seus colaboradores a trabalhar remotamente ou com parte em layoff devem investir em manter as pessoas conectadas, aumentando os níveis de empatia e garantindo que o estar juntos e o “ser juntos” perdura.

Recuperar as empresas vai ser difícil, mas fazê-lo sem ter ligação com as pessoas ativada será quase impossível. Independentemente do Santo Graal que a sua organização procura, já sabe que os seus cavaleiros serão a chave para que a demanda tenha sucesso.

Artigo para INFORH, escrito por Luís Rosário Partner da Immersis.