A velocidade da mudança

A capacidade de estar atento aos outros
22 Julho, 2021

A velocidade da mudança

Na Immersis temos vindo a pensar cada vez mais no tema: MUDANÇA.

Enquanto país, demorámos pouco mais de uma semana a mudar comportamentos que estavam profundamente enraizados em nós (e como planeta, foram apenas algumas semanas), reagindo a uma brusca alteração de contexto que agora se apazigua. E agora? Quanto tempo irá demorar a mudança comportamental que nos permitirá conviver em pleno com esta nova realidade?

Estão gradualmente a ser levantadas todas as restrições associadas à pandemia e estas serão algumas das dúvidas que nos assaltarão na nova realidade: devo regressar aos apertos de mãos, aos abraços e aos beijinhos a quem não me é assim tão próximo?; como posso estar integrado no meio de um aglomerado de pessoas?; sinto-me confortável em entrar numa loja que está cheia de clientes?; quão próximo ou distante dos meus colegas de trabalho devo estar?; vou conseguir criar novas rotinas de trabalho misto com dias remotos e dias presenciais?; etc.

Novamente uma mesma palavra: mudança.

Claro que o bom senso nos diz que a mudança comportamental que empreendemos face à pandemia global foi instantânea porque estava em risco a nossa vida, era uma emergência. O bom senso diz-nos também que esse não será o cenário desejável para procedermos a alterações comportamentais na nossa vida pessoal ou profissional e que, idealmente, deve existir antecipação, planeamento e ponderação. Todavia, na minha opinião, a questão de fundo não é essa.

Até porque, por vezes (muitas vezes) está em risco a nossa saúde, por vezes (muitas vezes) está em risco a vida de uma organização, até sabemos que comportamentos devem ser alterados e esboçamos planos de ação muitas vezes sofisticados e detalhadíssimos, mas… a mudança comportamental, pura e simplesmente, não acontece. Porquê?

Será que só mudamos o nosso comportamento quando estamos “entre a espada e a parede”?

Será que só mudamos o nosso comportamento quando estamos mesmo, mesmo aflitos, como parece ser a popular tradição portuguesa?

Diria que não, vejamos alguns exemplos.

O que acontece, quando baixamos (ou subimos) a temperatura de uma sala, à força anímica de quem está no seu interior? Ou à forma como essas pessoas comunicam entre si, se aumentarmos ou diminuirmos o volume do som ambiente?

E como será que reajo se a porta da sala de reuniões estiver fechada sempre que chego atrasado ao compromisso agendado com os outros intervenientes?

Ou quando queremos que uma plateia deixe de falar em português e passe a falar em inglês? Certamente não precisamos de colocar ninguém em “risco” e podemos fazer como está descrito aqui (algures no último terço do artigo).

Diria, portanto, que não tem de existir um estímulo negativo, um risco eminente ou uma aflição para provocar ou acelerar a velocidade da mudança comportamental, mas indubitavelmente o status quo tem de modificar-se para que os comportamentos de quem dele faz parte mudem em concordância. Consegue identificar os pontos chave para alterar esse status quo?

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