Os 5 fatores chave para a tomada de decisões coletivas

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Os 5 fatores chave para a tomada de decisões coletivas

Nestes últimos 2 meses, mesmo com a ansiedade e incerteza significativa, a tomada de decisões ficou mais fácil, à luz do risco óbvio. As regras eram claras: Lave as mãos. Não saia, a menos que precise, Máscara sempre!. Agora, enquanto Portugal reabre, as regras que eram preto e branco misturam-se novamente em tons de cinzento. Mais uma vez, cabe a cada um de nós descobrir o que “parece seguro” e o que parece ser “demasiado arriscado”.

Para algumas pessoas, a nova liberdade parecerá revigorante. Para outros, é uma responsabilidade assustadora. Claro, a creche está aberta, mas isso significa enviar os filhos de volta? Já podemos trabalhar no escritório, mas sentimos confiança em fazê-lo?

Cada um de nós está prestes a enfrentar novamente centenas de decisões, grandes e pequenas, sobre como retomar nossas vidas. Obviamente vai ser “stressante”. E com tanta incerteza, não é realista dizer que todos já sabemos exatamente o que vamos fazer.

Quando projetamos este tema para as decisões das equipas, as dificuldades são ainda maiores. Perfis mentais heterogéneos, funções que exigem skills diferentes, formas de trabalhar e exigências de interação com outros diversificada. Enquanto equipa, como vamos retirar o máximo partido do desconfinamento, para o regresso àquilo que vai ser o “novo normal”?

Cabe a todos, não apenas aos líderes, o contributo para que este regresso se faça bem. É importante que se tenham em conta alguns fatores, individualmente e depois coletivamente, que permitam evitar más escolhas. Fazendo isto, garantimos que conseguimos duas coisas que precisaremos para passar para a próxima fase: Flexibilidade e alguma Sensação de Controlo.

  1. Garanta que você e a sua equipa tem a informação factual e necessária. Só sabendo o que está a acontecer se poderão tomar as melhores decisões em termos de quem fica em casa, quem vai trabalhar, como nos vamos conectar, como vamos visitar clientes e outros stakeholders.
  2. Tenha em conta as suas emoções e as da equipa. Depois de considerar os factos, e avançar nas vossas decisões, prestem atenção em como se estão a sentir. Muitos estão a viver o melhor período profissional das suas vidas… outros estão desesperados para voltar para o escritório para voltar a ser produtivos. Aproximem-se uns dos outros, criem momentos de conexão para que seja mais fácil a partilha e a decisão que realmente serve melhor o bem comum.
  3. Escolha quem o possa aconselhar bem, a si e à sua equipa. Encontre um mentor, coach, advisor ou um par de outro departamento da sua empresa que seja confiável e cuidadosamente escolhido para apoiar o seu processo de tomada de decisão. Limite-se a pessoas que entendem a posição da sua equipa e podem oferecer uma opinião realmente objetiva.
  4. Mesmo estando já convicto de como vai fazer o “desconfinamento” da sua equipa, as suas ações vão precisar de continuar a mudar com o que acontece no contexto. Tente manter a sua mentalidade e a da sua equipa o mais flexível possível, quando revê princípios e toma decisões. Mais do que nunca, será importante manter a capacidade de adaptação à mudança. Neste contexto, “talvez” tem de ser uma palavra mágica que vai levar a equipa para a frente.
  5. Mesmo pesando tudo, tomarão decisões que não darão os resultados que esperavam. Vai ser impossível garantir 100% de decisões corretas. Em vez de irem à procura de uma decisão “perfeita”, escolham uma decisão “boa o suficiente”. Esta convicção é importante impor a si e à sua equipa, sobretudo quando ainda há muito que não sabemos sobre como os próximos meses vão correr.

Vai continuar a ser difícil, mas focando nestes 5 aspetos chave estaremos a fazer o melhor possível… “com as informações que temos”. Liguem-se mais, façam mais coisas em equipa (de forma remota ou presencial), sejam mais juntos… e tomarão melhores decisões.

Artigo para INFORH, escrito por Luís Rosário Partner da Immersis.